O que significa ser Brasileiro? Para mim, é ter nascido na República Federativa do Brasil. Para outros, é muito mais do que isso: Brasileiro é uma identidade falsa de samba, malandragem, putaria, caipirinha, praia, futebol, “cristianismo do pau oco” e bunda também.
Samba – e o carnaval – é referência cultural do Brasil no mundo. É produto exportação, é uma honra pra gente. A imagem perfeita do carnaval é uma mulher gostosa (possivelmente siliconada, nesses últimos anos), rebolando o ânus para orgulho da nação. É uma época de promiscuidade, onde arrecadamos dólares dos gringos visitantes, que dizem “Oubrigadou”, “Caiper-rinha”, “Gostousa!”. Ah, eles acham que nós falamos espanhol quando chegam aqui!
Malandragem é o caráter nacional. O espírito do Brasileiro é de sempre tomar vantagem, ser oportunista e subir na vida. Leia-se: é passar por cima dos outros quando a oportunidade aparecer. Somos odiados no exterior por isso, embora não notamos, ou fingimos que não. Há infinitos exemplos, porém segue um: onde eu trabalho, temos uma geladeira compartilhada. Qualquer um pode colocar seus pertences por lá, mas correm-se riscos. Cuma? É verdade! Semana passada, minha colega de serviço colocou um suco para gelar quando chegou. Na hora da janta, para sua supresa, notou que tomaram seu suco (uma boa parcela). Ela ficou brava e reclamou para o gerente nosso, que disse que devemos colocar NOMES nas embalagens. Isso evitaria futuros saques. AHAHAHAAHAHA! No dia seguinte, o suco ROTULADO com o nome dela fora “chupinhado”, mais uma vez. Brasileiro é malaco mesmo, então cuidado!
Pessoas sensatas – ou não – poderiam me repreender, dizendo que nem todos Brasileiros são assim. Bem, isso é verdade, porém nós somos educados para sermos assim. Ou seja, as nossas gerações estão sendo encaminhadas para virar esses malandros de novela da Globo. É cultural já, não temos saída. Achamos isso “bonito”. Ainda bem que temos a resistência, pessoas de “caráter”. Pena que elas passam a maior parte do tempo vendo televisão. Estão muito ocupadas em nascer e morrer. Ah, essas pessoas da sala de jantar… Essas têm orgulho de serem “Brasileiras”, trabalhadoras, conformistas. São a massa, a maioria, o povo Brasileiro de facto (que chique!). Panis et circenses, irmãos, panis et circenses!
Vou fazer uma série sobre o Brasileiro. Esse foi apenas o começo, uma pincelada. Aguardem, e verão. Amém, Saravá!